Sociedade Civil: Órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador.
Chegamos ao ápice da sociedade Moderna, os avanços tecnológicos nos colocam como seres fantásticos, criadores e precursores de engenhos que facilitam nossas vidas e nos elevam como a era do homo sapiens mais evoluído, não obstante, nos deparamos com uma contradição no percurso dessa história, pois a mesma sociedade que é protagonista se torna antagonista nas questões sociais, se abstendo de um dever e direito conquistado ao longo do tempo.
Em rodas de conversas, em grupos de discussão, a política é sempre pauta de debates, e os poderes legislativo e executivo estão na mira de criticas e indagações, claro, nada mais justo do que fazer análise do trabalho daqueles que colocamos para nos representar, no entanto, a sociedade civil esqueceu-se de que também faz parte do processo político, e tem como direito constituinte, ser um órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador.
Consultivo: pois todas as resoluções que o legislativo e executivo demanda, mediante a chamada: democracia participativa, a sociedade deve ser previamente consultada.
Deliberativo: pois as questões que entrariam em vigor, seriam as que a sociedade deliberasse como prioridade para sua comunidade, e os poderes legislativo e executivo ficassem incumbidos de executá-las.
Fiscalizador: pois seria o órgão encarregado de fiscalizar o legislativo e executivo, para terem a certeza de que estão representando verdadeiramente o interesse da sociedade.
Tornamos-nos tão acomodados com a conjuntura política que se arrasta à décadas, que nos limitamos a um único direito: o de reclamar. Renato Russo me chama muito atenção quando cita uma frase : “As palavras não me convencem mais, então por favor, me mostre, demonstre”. Não me refiro ao direito de critica e liberdade de expressão e pensamento, mas sim, o de ação, construção, e para isso, as palavras apenas não bastam.
Historicamente, a era dos anos de chumbo- década de 60,70 e 80- foi a época em que a sociedade civil sentiu-se obrigada a se unir e sair as ruas para exigir seus direitos que se viam cerceados pelo regime militar. Hoje, não possuímos a luta de maior expressão, que era contra a ditadura, mas possuímos outras bandeiras a serem combatidas, como a lavagem de dinheiro publico, corrupção ativa, ensino de péssima qualidade, saúde as traças, a segurança que deixa a desejar, dentre outros. Se não nos prontificarmos a fiscalizar e exigir nossos direitos, quem fará isso?
Acreditar na política, é acreditar na mudança, mas a principal mudança se começa na sociedade, pois ninguém constrói a torre, se não se construir a base primeiro, e a população formada e evoluída culturalmente, é a base de qualquer construção sólida.
Será que precisaremos de mais uma ameaça de reclusão de direitos para a acordarmos e começarmos a agir? Como diz o poeta: Se não aprendemos pelo amor, aprendemos pela dor.
Será que precisaremos de mais uma ameaça de reclusão de direitos para a acordarmos e começarmos a agir? Como diz o poeta: Se não aprendemos pelo amor, aprendemos pela dor.
Gostei de como você abordou a parte sócio-científica do assunto!
ResponderExcluirAinda teremos muito para debater, ok?
Muito Obrigada, Milles! Vamos continuar debatendo! Grande Abraço!
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