quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Para a educação evoluir

Muito se ouve falar em reforma educacional, sucateamento do ensino e desvalorização do professor, são problemas, dentre outros, que todos sabemos que existem e nas discussões para levantar soluções para estes, gera-se sempre a pergunta : "Qual escola queremos?" Para aqueles que participaram,devem se lembrar que este foi o tema da conferência da educação em 2009.
As demandas que foram tiradas na etapa municipal e levadas à estadual e nacional, salientaram muito as questões orçamentarias, conselhos e o FUNDEB, temas específicos em debate.
No entanto, a questão cultural dentro das escolas é pouco debatida e questionada. O ensino médio, estatisticamente falando, é o mais evasivo e fraco do país, muitos adolescentes que chegam até ele, desistem por falta de interesse e motivação, pela exaustiva grade curricular, péssima infra-estrutura e materiais didáticos que tiram a autonomia do educador.Dos que conseguem chegar ao EM, metade não concluem, e dos que concluem, 90% não aprendem o minimo necessário.
Laboratórios de ciência e informática fechados, bibliotecas com as portas abaixadas, salas de aulas sem ventilação,quadras de esportes destruidas, isso, é só um pouco do que os estudantes do ensino médio publico brasileiro enfrentam.
Estamos na era da evolução tecnológica, onde o jovem está se predispondo como protagonista de situações e da historia, no entanto, a coisa mais essencial na vida de um adolescente, a escola e a educação, não evoluem, pararam literalmente no tempo.Segundo o Índice de Educação Basica-IDEB, o ensino fundamental, teve uma melhora de 2009 pra cá, de 4, passou para 4,6, já o ensino médio, não saiu da nota 3,6. Se tornou desmotivador "ir à escola", pois estudantes passaram a enxerga-la apenas como uma preparação para o vestibular e retirada de um diploma e não, uma preparação para a vida.
Em vez de aplicarem conteúdos voltados ao vestibular ou ao mercado de trabalho imediato, as escolas deveriam focar nas disciplinas que ampliam o entendimento do mundo em que vivem, com noções de política, filosofia, sociologia, ciências, português e matemática, gerando a interdisciplinariedade e aplicando em situações do cotidiano do jovem, mostrando a importância daquele conhecimento para sua vida.
Uma nova proposta para a melhora do ensino é desenvolvida no Senado, através do Senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), O : " Programa federal de educação integral de qualidade para todos". Esse programa incluirá cerca de 3 milhões de estudantes por ano, estendendo a carga curricular para período integral, além de aumentar o salario do professor, dos atuais R$1.300, para R$4.000. Escolas contarão com infra-estrutura adequada ao recebimento desses estudantes. A proposição, autoriza ainda o executivo, a criar a carreira nacional do magistrado da educação básica.
São projetos que enfatizam o desejo de fazer com que a educação brasileira dê um salto no sentido ao desenvolvimento, porém, para realmente avançarmos na questão educacional, projetos de melhorias externas e ampliação de carga curricular são muito importantes, mas de nada vale, se não corrigirmos também, os problemas internos, trazendo o estudante a se motivar e ter prazer pelo conhecimento.
Para a educação evoluir, devemos ter nossos professores muito valorizados, nossas escolas com infra-estrutura adequada para comportar determinado contingente de estudantes, uma grade curricular que se adapte ao que o jovem busca para o seu futuro profissional, e que a educação consiga ser ampliada, atingindo o objetivo de formar o jovem academico e o jovem cidadão.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO POLITICA

Carol Gomes








Quando analisamos pelo contexto histórico, refletimos sobre o passado de "lutas" travadas na conquista de direitos e liberdades, logo nos remete à lembrança, os jovens estudantes secundaristas e universitários que saíram às ruas exigindo democracia, liberdade de expressão e soberania popular, como eleições diretas. Não obstante, ao comparar a juventude de ontem com a de hoje, nos deparamos com uma classe alienada e apática as causas sociais, bem como, a política. Mas transferir a culpa dessa relutância no envolvimento do jovem à somente eles, é um procedimento equivocado.
A falta de incentivo a essa geração na participação da vida pública é muito grande. Começando nas escolas, onde o adolescente está amadurecendo a sua personalidade e obtendo opiniões formadas sobre assuntos, e política, não é pauta das discussões em salas de aula, raras são as escolas que incentivam seus estudantes a se envolverem em grupos políticos, como: Grêmios Estudantis; D.C.E"S; Hip-Hop; Cultura, entidades de juventude em geral. O objetivo é: formar indivíduos preparados para o vestibular e mercado de trabalho, e não, cidadãos conscientes de seus deveres cívicos. Há uma citação que diz: "O homem, costuma negar tudo aquilo que não compreende", ou seja, não são os jovens que não gostam de política, desconhecem a verdadeira forma de fazê-la, atribuindo sua prática à apenas o que as mídias costumam mostrar.
A juventude precisa tomar decisões tão importantes, como: A Profissão que irá seguir, qual faculdade irá fazer, o tão sonhado primeiro emprego, porém, na principal decisão que tomará as rédeas do seu destino, de sua familia e amigos : O voto, eles preferem se omitir, no entanto, quando questionados sobre o que mudariam em sua sociedade, a resposta é sempre a mesma: A política.
Para mudar, devemos atiçar a nossa crítica, mas principalmente, a nossa autocrítica. Qual Papel estamos desempenhando na contribuição às transformações sociais? É participando de entidades de juventude, estudantis, cultural, social, esportiva, a qual o jovem e sua "tribo" mais se identificarem, e que tenham, um cunho social, onde desenvolverão Políticas Públicas, aprendendo que, projetos não são somente construídos com a política partidária, podendo assim, transformar a realidade de uma comunidade. É essa geração que deve iniciar a mudança, dando cara a uma outra política, a política que verdadeiramente queremos, pois a juventude é o presente, e o futuro do país, a ela pertence.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

2011- A juventude contra as drogas

Carol Gomes



Em 2010, o governo federal deliberou uma de suas principais tarefas para o ano de 2011: A luta contra o “crack”. Dados estatísticos comprovam a incidência e o aumento gradativo da procura pela droga, principalmente pelos jovens. Ela acaba por atingir todas as classes sociais, por ser uma droga barata e extasiante, no entanto seus efeitos são a curto prazo, duram no máximo 15 minutos, o que já é suficiente para viciar no primeiro uso.
Autoridades e líderes de governo já classificaram esse mal como caso de Saúde Pública. Em Rio Claro, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas - Umes Rio Claro, com o intuito de legitimar essa luta, lança a campanha “Crack, só se for de bola”, juntamente com outras entidades, autarquias, ONGs, terceiro setor, governo, iniciativa privada e meios de comunicação, fazendo uma grande mobilização em Rio Claro, com o papel de conscientizar a juventude, através da: Educação, Cultura, Saúde, Esporte, Segurança, e demais políticas públicas.
Descentralizar a informação, levar a campanha aos bairros da periferia, atingindo todos os grupos e tribos, conseguindo com que o jovem obtenha orientação através de uma linguagem clara e dinâmica, pela qual a própria juventude promova o debate e seja protagonista da solução.A Umes Rio Claro - reestruturada há dois anos, veio com o ideal de renovar o rumo da educação e da juventude por meio de campanhas sócio-culturais, socioeducativas, eventos e atividades que congreguem os jovens -, mostra que podemos construir juntos, com pessoas com a mesma intenção de mudança, uma nova cara para nossa sociedade. A entidade abraça essa campanha, colocando nossos jovens na linha de frente e chamando a família rio-clarense para compor junto, afinal, não há saídas individuais para problemas coletivos.