domingo, 10 de abril de 2011

Sim ao Desarmamento-apenas o início da caminhada

O foco do debate da Frente Parlamentar Brasil sem Armas foi mostrar que, embora a proibição do comércio de armas de fogo e munição não fosse suficiente para resolver a questão da criminalidade era uma forma de reduzir homicidios por uso irrefletido de armas ou por acidentes com elas. Conflitos banais, muitas vezes, transfiguravam-se em tragédias pela simples presença de um revolver, de uma pistola.
Nos casos de Brigas de transito, nos bares, nos campos de futebol, discussões entre familiares ou conhecidos, a tendencia no calor da situação é usar a arma, se essa estiver à mão. Caso contrário, o conflito- vencido o impulso da reação imediata-, tende a arrefacer, sem que redunde em homicidio ou produza ferimentos graves. Além dos crimes por motivos banais, as armas de fogo também são responsaveis por um grande numero de acidentes, muitos dos quais, envolvendo crianças. Por dia, de cada tres crianças atendidas em hospitais brasileiros com ferimentos por armas de fogo, duas delas foram atingidas por esses artefatos.
Apresentamos, ainda, a pesquisa da UNESCO, no Brasil, em 2002, na qual revela-se os jovens também são as principais vítimas das armas de fogo.
38,8% das mortes de jovens entre 15 e 24 anos de idade foram ocasionados por arma de fogo e 16% por acidentes de trânsito. Tais estatisticas colocam o Brasil no primeiro lugar em numeros de mortes de jovens nessas circunstancias. Somos o país em que mais se mata e mais se morre por arma de fogo no Planeta, diz a ONG Viva Rio.
E  mais: ao compararmos armas de fogo com armas brancas percebemos que 63,9% dos homicidos são cometidos pelas primeiras, enquanto 19,8% são causados por facas e outras da mesma natureza. Outra estatistica estarrecedora : a chance de morte por agresão com arma de fogo é de 75%, contra 36% com armas brancas.
Em quatro anos, de 1979 a 2003, meio milhão de pessoas morreram no Brasil em consequencia de tiro. Todas essas informações, e muitas outras, foram fortemente divulgadas durante a campanha da frente Paralmentar Brasil sem Armas, que antagonizou o debate com a Frente Parlamentar a Favor do Direito de Defesam que defendia o Não à proibição.